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Não!

Eu não larguei o blog, cansei de escrever ou simplesmente desencanei... NÃO.
Eu estou aqui, buscando minha inspiração.

Foram tempos longe de casa. Tempos em que me perdi nas curvas de uma estrada e no sorriso sincero de um eterno solitario.
Tempos em que eu sorri demais, vivi demais, me entreguei de mais... falei menos.

Falar menos significa aceitar mais, se anular mais, se esconder mais. E a culpa? Minha, claro.

Fiquei esperando que um passado próximo se transformasse em um futuro presente, mas acabou. O sonho acabou, o amor acabou, a entrega acabou. Acabou.

Fui pega não de surpresa, mas fiquei surpreendida. Ouvi e falei tudo o que queria, pois nessa hora o que eu tinha medo de perder já estava perdido... e meu maior medo estava ali, se realizando na minha frente. Estava perdendo um amigo.

Me calei, chorei, pensei, não sei! Fiquei estática, fiquei dolorida, senti um buraco no peito... me guardei pela primeira vez na vida. Não sai, não dancei, não bebi nem gritei. Não me lembro se chorei. Eu apenas lá fiquei.

Minha inspiração não voltou. É apenas um desabafo de alguém que por muito tempo se calou.
Agora está tudo bem. Passou! E a vida?! Continuou... então seguimos assim.

Agora estou sofrendo com o sentimento que mais tenho medo... a saudade.
Mas ela existe para isso mesmo. Para nos lembrar de quem não queremos nos esquecer!

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O meu foi assim, e o seu?

O carnaval passou!
E com ele muitas coisas passaram também.
Minha ansiedade, minha vontade de ficar, de ir... a saudade.

Aquela casa grande parecia tão pequena com tantos amigos dentro. Tantas risadas, momentos de silêncio, até desavenças, poucas, por nada.... coisa de amigos.

Mtas conversas reveladoras, outras comprometedoras, mas na maioria das vezes eram bate-papos engraçados, sem compromisso.

Nos aprofundamos em religião, matemática, história....
Não tivemos que colocar o pé fora da casa para garantir a farra, mas saímos mesmo assim.
Comemos na rua, fomos parados pela polícia (sóbrios), recebemos a visita destes mesmos distintos senhores às 16hs reclamando do nosso barulho, ouvimos o vizinho da frente gritando pq não parávamos de buzinar.
Coisas deCarnaval.....

Ficamos enrugados porque não saíamos da piscina, dançamos, jogamos, pulamos e ninguém se machucou.
Olhamos para as estrelas e fizemos pedidos, mesmo usando a estrela cadentedo outro, rs. Vimos satélites e viajamos pelo espaço. Cobertores na beira da piscina, colchão pela casa toda, barracas, puxadinho, a casa própria. Tivemos tudo em um. Casa, acampamento, faltou um barco para pescar!

Fomos ao baile fantasiados e éramos os únicos, voltamos para fofocar em casa, choramos de alegria. As conversas, sempre com o coração fizeram a saudade bater mais forte e no último dia ao fechar aquela porta pensei....

"Deixei ali, naquele jardim, alguns medos, colhi coragem, espalhei pensamentos, resgatei sentimentos.
Pulei, mas não gritei, sorri e então chorei, bebi e não me embriaguei.
Criei coragem e falei. Pensei, pensei e pensei...."

Esse foi o meu carnaval.... meu ponto de vista....
E O SEU?!

Myrella M FORASTIERI

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Vai ser Fácil Esquecer Você


Vai ser fácil esquecer o dia que te conheci e como tudo aconteceu.
Vai ser fácil esquecer seu cheiro, o abraço apertado e o gosto do seu beijo.
Vai ser fácil escutar aquela musica e não lembrar de ti.
Vai ser fácil ver a Lua e saber que você não vai lembrar de mim.
.
Vai ser fácil não pensar naquele jantar que combinamos,
E nas juras de amor eternas que fizemos, mesmo brincando.
Vai ser fácil olhar para o lado e saber que você não está.
Vai ser fácil ouvir, falar e não chorar.
.
Vai ser muito fácil dançar sozinha
Voltar a andar na linha,
Vai ser fácil voltar à realidade,
Vai ser muito fácil não sentir saudades.
.
Será fácil como é chorar todos os dias,
Como odiar não ter a sua companhia,
Como querer te ver e não poder,
Será fácil mentir sobre tudo isso e você não saber.

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Dia Cinza

Ontem, lendo um blog que acompanho, descobri que o Tadeu faleceu.
O blog é escrito pela Bruna, namorada do Tadeu, que sofria com a leucemia.
Pelo pouco que pude acompanhar, eles namoram a 4 anos e o post que a Bruna fez ontem com certeza me fez pensar.

Como um amor tão grande pode acabar? Assim como o deles, assim como o meu eo seu?
Se a lenda diz que nós temos nossa tampa, uma única pessoa que nos completa, quando nós a achamos devia ser como em um conto de fadas: "Felizes para Sempre" e ponto!
Se quando estamos ao lado daquela pessoa temos certeza que aquela é a nossa tampa, por que o tempo e o destino mudam tudo?

É certo amar mais de uma vez? Nos entregar e depois descobrir que estamos enganados? Ou pior, que o destino não permitiu que assim fosse?
Mas e a Bruna?? De quem é a culpa? Existe um culpado?? Deus? Destino?Ainda não consigo me conformar.
E o que me dói mais... Se eu, que nunca ví este casal, que sempre me pareceu tão companheiro nas linhas do blog da Bruna, muitas vezes penosamente atualizado; se eu estou inconformada, como será que está a Bruna?

Todos nós reagimos às nossas perdas de uma maneira diferente, mas no fundo a dor, a saudade e o aperto no coração são os mesmos. São sentimentos que jamais conseguiremos traduzir em palavras, explicar a quem queira ouvir ou declamar, por mais que nossa garganta queira gritar.

Pela história, luta e amor dedico este e todos os meus outros posts a este casal que tanto lutou e que com certeza provou que mesmo nos dias de hoje o amor existe e persiste.
É pouco, mas tudo que posso oferecer agora.

http://linfomaemocional.blogspot.com/ - Blog da Bruna

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Não vou sair da tua vida

Não tive saída.
Você escolheu. Saí da sua vida.
Combinamos assim,
Você não some e eu fico dividida.

E se o tempo é quem vai resolver,
Sua amiga sempre vou ser.
De hoje para o resto da vida.
Vou cuidar de você.

Mas se o tempo não passar,
E se você não telefonar.
Eu vou aparecer,
Vou fazer você perceber.

Que eu quero fazer parte da sua vida.
Ser sua companheira, sua amiga.
Sua cúmplice, sua Diva
Eu quero que vc diga...

Que quando o coração quer bem,
Não tem pra mais ninguém,
Não vou sair da sua vida,
Vou te fazer bem!

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Sempre Saudade....

A saudade bateu no peito, e eu meio sem jeito fiquei com vergonha de falar.
Não sei como faço para te ver, ou te encontrar.
Cansei de cantar meus amores, divulgar meus sentimentos.
Cansei de gritar o seu nome no vento.

A vida mudou. Já não somos os mesmos,
Você não faz mais parte do meu mundo,
Já não sabe dos meus medos.

Ouço no rádio aquela canção e lembro-me dos seus beijos
Vejo na TV aquele programa e lembro-me dos travesseiros,
Sinto teu perfume, teu cheiro,
As lembranças não foram apagadas... apenas esmaeceram.

Então vou parar de falar,
Até porque não há sentido em insistir.
Você foi sabendo que pode voltar.
E eu fui, sabendo que ia desistir.

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CAMINHOS

A história acaba assim...
Saí andando sem olhar para tras,
Sem ver o que passou,
Sem saber o que ficou.

Meus olhos ainda úmidos de tanto chorar
Delatavam o momento triste que passei.
A dor do meu coração estava estampada no meu rosto
E sem cheiro nem gosto, simplesmente engoli minha decisão e caminhei.

O sol queimava meus passos, a chuva molhava o meu caminho,
E eu, menina imatura, aprendi a ser mulher,
Refiz minhas escolhas, meus caminhos,
Refiz minha história, recriei meu ninho.

O tempo vai ajudar a apagar as marcas,
Reabastecer o animo,
Recarregar o coração de alegria...
Mas o tempo jamais vai me fazer esquecer que eu não estou mais onde eu queria....

#SAUDADE

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Acabou....

Decisões não são irreversíveis.
Mudamos de ideia a todo momento.
O coração se engana quando não temos provas.
Suposições não decidem sentimentos.

Então não prometo que vou te esquecer.
Mesmo porque eu gosto muito de lembrar.
Não é justo apagar o que foi vivido,
Não é justo não sonhar.

Não quero escrever aqui o que vivemos.
Por hora vou deixar na memória e no passado.
Ainda dói lembrar do seu sorriso,
E não saber se algum dia sentirei de novo seu abraço.

>> É tempo de mudança... e quem sabe recomeçar.... Saber que o que passou passou, e mesmo que tenha tido alguns tropeços, foi lindo e acabou.
O coração agora está guardado, escondido, recuado. Então é melhor não pensar.
A vida segue outro rumo.... vale a pena tentar!

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ESPECIAL


A vida não é como um caderno, que quando escrevemos a lápis podemos apagar, refazer.
Estamos sempre escrevendo com uma caneta forte, sem a possibilidade de apagar, borrar, rasgar a folha, voltar atrás.
Cada ação gera uma reação. Um coração uma vez machucado leva essa cicatriz para sempre.
A confiança uma vez perdida dificilmente será recuperada; o sonho, uma vez desiludido, dificilmente será realizado.
Olhe para o lado, veja quem está realmente com você e tente não despedaçar nenhum coração, quebrar a confiança ou estragar um sonho.
Você pode não ter uma pessoa especial na sua vida, mas você pode ser especial na vida de alguém.
O seu lugar no mundo será feito e afirmado pelas suas ações.
Você é especial.... as vezes falta quem lhe diga isso!

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É assim que é...

Tanto tempo sem escrever... Tanto tempo sem vontade de escrever... Tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo... que acabei me perdendo em mim.... nos outros... nas ruas... na vida.

A atenção que era dispensada somente a você, agora é dividida em 3, 4... Mas agora os olhos estão tristes.
Meu sorriso não é como antes. Minha alegria se perdeu junto com você... Meus amigos quase não reconhecem meus atos, minhas palavras, os fatos. Mudei, e não sei quem sou.

Confesso que a culpa é minha, por permitir que alguém que nunca esteve aqui mudasse tudo, e tanto.. e como mudou!

Quando choro, sei que estou chorando por que mais uma vez um pedacinho do meu coração está indo embora... com alguém que muito gostei, me doei, me maggou, eu perdoei... e agora acabou.
Sempre é assim.

Acontece que a saudade tá batendo forte no meu peito. Forte de doer, de tremer, de chorar. Não amo, não sou apaixonada, mas gosto.....

Gosto da companhia, de estar do lado, de rir, das merdas que fala, das piadas non sense e dos carinhos de surpresa.
Gosto do sorriso sem graça, ta timidez que nem tentando disfarça, da dança desajeitada, dos papos sérios e conselhos... das brincadeiras e risadas.
Gosto, mas as vezes não gosto de gostar.
Não gosto quando o coração dói, quando o telefone não toca, quando a música para, quando seu olhar não me diz nada.

Enfim, nessa noite usei meu espaço pra desabafar, pra dizer que tá foda, mas que vai passar... e que tem muita coisa acontecendo, e que eu tô confusa mesmo....
Preciso de colo, mas não sei a quem recorrer. Cansei de chorar para as amigas, para os amigos, terapeuta.. mãe, pai... CANSEI.

Quero ir pro mundo, saber como é me virar sozinha... sem ninguém do meu lado. E que eu sei q é só essa noite que vai doer.. Vai passar... deixa pra lá!



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NO DIA QUE ELE FOI EMBORA

"Recordo-me claramente daquela madrugada. Eu já não pegava no sono há duas noites, pouco dormia desde que descobrira o seu segredo.
O que viria depois?
Levantou-se lentamente, calçou as botas sem preocupar-se em recolher os pertences espalhados pela casa.
Percebi que tentou ousar um sutil e carinhoso toque em meu corpo.
Em um seguinte gesto de mero carinho, cobriu-me com a coberta. Sua redenção.
Eu carregava a certeza de que não estava partindo por não mais me desejar. Porém, nem toda certeza conforta o coração da gente.
Abriu a porta lentamente e por ali nunca mais voltou.
Nunca mais o vi.
Nunca mais nos veríamos.
Nunca mais nos vimos.
Nunca mais.
Nunca.
Permaneci em silêncio sôfrego presenciando a cena diante da escuridão do quarto. Quando percebi sua distância, levantei e caminhei até a janela, observei friamente seu vulto atravessar a rua lá embaixo, dotado de uma pressa incomum, a pressa de se ir para lugar algum.

Para se ir embora de si mesmo, era uma fuga. Não cedi. Não cedi a ele, nem cedi à decepção, nem cedi à eu mesma, enlouquecendo por dentro. Notei uma carta em cima de seu travesseiro ainda aquecido por seu corpo quente, nenhuma dor ou rancor havia em meu peito.
Sem entender ao certo e sem apresentar resistência ao acontecido, abri e iniciei a leitura daquele bilhete escrito a seu próprio punho.

A carta não indicava o destinatário e nem, sequer, o remetente, poderia ser endereçada à qualquer pessoa. Porém, era endereçada, eu sabia, a mim. E havia sido escrito através de suas mãos, através das mãos que eu ainda posso recordar.
Ele escreveu:

"Eu gosto de você. Meus 850 anos passaram a possuir algum resquício de sentido desde o momento em que dirigi a palavra a você pela primeira vez. Porque eu gostei de você desde aquele dia, desde o sempre, desde o nosso sempre.
Gosto de você e das suas mentiras.
Na realidade, não sei ao certo se aprecio mais aquilo que você forja ser ou sua devoção ao parecer ser este outro alguém.
Você é meu camaleão de rebeldia conformada a tombar somente impérios já massacrados.
Você.
Gosto da sua fúria contida entre um beijo e um abraço e entre a sua própria vontade. Gosto desse seu circo onde não há alegria de palhaços, desse seu carnaval sem lantejoulas e samba, e gosto de a ver quando dança sozinha na sala, pensando que não a estou observando, ao som de música alguma. Seu dançar é um poema, meu amor.
Mas meu gostar é gélido.
Você possuí um bocado de sonhos possíveis, mas, ao menos, ainda sabe como sonhar.
Seu desejo maior é jamais parar de sonhar. Eu a conheço, um pouco. Me convoca a imaginar. Você nasceu somente metade. Uma metade nascida para que eu pudesse a completar. E a transbordar.
Sua loucura é tão calculada, e seu passo é quase sempre errôneo. Você nem tem tanta força nem tanta alegria, mas você é aquilo que nasceu para ser. E com tamanha coragem, o é.
Eu nasci para ser, mas jamais batalhei em meu nome. Jamais me olhei perante um espelho.
Desisti.
Como fiz inúmeras vezes antes, desisti.
Desisti imaginando que o coração se acalmaria aos poucos, com o passar dos séculos.

Quando o tempo se fez negro, você, que é fraca, alcançou a luz.
Quando despenquei ao fundo de um poço, eu, que sou forte, cruzei os braços e, solitário, chorei.
Gosto porque você não é e nunca será uma rainha, uma condessa ou uma nobre dama da sociedade.
Eu gosto de você pois é, entre tantas, a mais mulher de todas. A única que capaz de em mim chegar.
Gosto de você por cada um de seus encantadores defeitos que, de tanto amor, eu transformei em qualidades.
Gosto de você tanto quanto é preciso gostar para o poder chamar "amor".
Eu amo você tanto quanto se pode amar alguém que não a gente mesmo, e espero que isso baste para você me entender agora.

Você está acordada ao meu lado neste exato momento, fingindo dormir. Olhos arregalados percorrendo cada centímetro desta parede vazia.
Está terrivelmente assustada.
Eu estou mais. Posso te ver, meu amor.
A parede não responderá suas perguntas, as nossas perguntas.
Tampouco eu.
Tampouco você.
Tampouco vida porque esta ditadora dispensa a explicação.

Devemos aprender por nós mesmos. Gosto do jeito com o qual me olha, como se fosse eu todo o mistério sagrado contido em seu infanto olhar. Não há nada de novo em mim, a não ser você que será sempre meu futuro e meu passado de agora em diante.

Por quê? — Eu pergunto. Por quê? — Você pergunta. Os homens são sempre covardes, agora chegou a minha vez. Por isso, vou partir. A vida agraciou-me com a força de poder suportar a eternidade de uma vida, mas não concedeu-me a força de suportar a perda de um amor.

Eu não sei. Você não sabe. Nós não sabemos. Nunca saberemos."

>>>Texto de Chana de Moura. SENSACIONAL!!!!

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A DOR QUE PASSOU

Como um fantasma, desapareceu. Levou consigo histórias, sonhos, planos e esperanças. Deixou mágoa, lágrimas e saudades. A dor da falta de presença é diferente da dor do fim. Quando resolvemos um caso, terminamos uma história, sabemos que vai doer, mas vai passar. Mas a dor dos sonhos interrompidos, sem saber que vai continuar, da falta da presença sem saber se vai voltar, do abraço que não sabemos se vamos dar ou o olhar que não mais nos verá; essa dor não tem prazo para acabar.

O sonho colorido que saíra de trás do arco-íris acabou. A mocinha acordou e ao olhar para os lados viu apenas solidão. Seu conto de fadas embaralhado agora é pesadelo e escuridão.

Tentando procurar a luz, achou um apoio, uma viga, esperança. Achou uma vida diferente, na fé, onde a tristeza não tem lugar, achou amigos, vida, música e ação.
Achou de novo esperança e emoção.

O sorriso voltou a reinar, as lágrimas deixou no passado e a nuvem que a seguia se dissipou. Ela viu a luz, viu o sol e chorou.
Chorou porque se livrou da dor que sentia, porque sentiu mais uma vez a energia fluindo pelo seu corpo, chorou porque a falta daquele que um dia lhe fez muita falta acabou e ela ainda estava aprendendo a lidar com isso.

Ela entendeu que a dor da falta de presença nunca acaba, mas se transforma. E entendeu que depende apenas dela essa transformação. Podemos ter lembranças saudáveis e felizes ou apenas um passado, que fizemos força para mudar, aprender e esquecer.

A decisão está no coração. SEMPRE!



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E a coragem pra falar???

Você pediu para eu contar o que eu sinto, mas achei melhor escrever, pois na real, quando falo só me atrapalho.
Pois bem... Eu gosto! Gosto de você do jeito doido e incerto que você é. Gosto de ficar ao seu lado, mesmo quando você está mau-humorado. Gosto quando você faz carinho e cuida de mim... Enfim, gosto mesmo!
E gosto com muito medo. Medo porque não quero sofrer, mas isso é natural da vida. Não temos como prever o sofrimento... ou a alegria, eles simplesmente acontecem!
No começo queria correr, fugir... tinha medo do medo que meus sentimentos me davam!
E agora não tenho mais medo de falar (obviamente se não te entreguei a carta, é porque ainda tenho medo, sim, mas estou publicando, quem sabe, sem querer você não lê?!)
Eu quero você. Quero ficar perto, quero dançar, ouvir seu sorriso ironico sobre as asneiras que falo, olhar você fazendo merda e continuar olhando, perceber você cuindando de mim, mesmo quando você não quer que eu perceba.... EU QUERO!
E quero pra vida inteira.
Cativa todos que estão ao seu lado, não conheço alguém que não goste de você.
Não sei se você vai ler essas palavras, e se ler não sei se vai gostar. Confesso que muitas vezes tenho medo (de novo) de fazer algo que você não goste. Não entendo esse medo que brota em mim... quando o assunto é você!

Uma vez falamos que seria para a vida inteira, mesmo se não estivéssemos mais juntos, pois nos adoramos.... e não estamos mais juntos agora. Nada foi dito, nada foi definido, mas sei que não estamos mais.
Então de nada aditantou você me perguntar o que eu sinto, porque a partir de agora qualquer sentimento que eu possa ter que não seja a amizade, será em vão.
Quero você ao meu lado, mas não quero que seja assim agora. O coração tem que chorar, a dor tem que passar, o tempo tem que curar.
Não quero mais escrever textos tristes, não quero mais chorar sozinha em lugares incomuns.
Quando passar vou te procurar e seremos muito felizes. Um sempre ao lado do outro, agora de outra forma.
Obrigada!!!

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